Mostrando postagens com marcador sao paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sao paulo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A hora da verdade!

Cansei de repetir aqui neste blog que o São Paulo de 2008 é um time chato, burocrático, repleto de jogadores abaixo da crítica e principalmente mal treinado, mal planejado e mal administrado na temporada. Tanto que acompanhar os jogos do SPFC no Brasileiro tem sido tarefa árdua, até mesmo para torcedores mais assíduos e apaixonados - categoria na qual modestamente me incluo.

E a despeito de tudo isso, o São Paulo entra em campo pela 29ª rodada (restando, portanto, 10 jogos para o final do Campeonato Brasileiro) com chances de título, o terceiro consecutivo. Sim, porque se há uma única coisa que esse time tem, mesmo repleto de defeitos, é experiência de decidir, e o campeonato apresenta um nível tão baixo que isso pode fazer diferença. Os quatro pontos de diferença para os líderes podem ser facilmente diluídos nestes 30 que ainda faltam ser disputados. Bem verdade que, por outro lado, essa diferença pode aumentar.

Por isso tudo, após a vitória sobre o Cruzeiro no Morumbi, a hora de decisão no Brasileiro chegou para o São Paulo. Seriam 3 jogos que definiriam, sem dúvida, o destino da equipe no torneio: Ipatinga (fora), Náutico (em casa) e Palmeiras (fora). A vitória frente aos dois primeiros permitiria ao clube chegar no confronto direto no clássico pra consignar suas aspirações: briga efetivamente pelo título ou corre atrás da 6ª Libertadores seguida. A primeira etapa foi superada com a vitória contra os mineiros, mesmo sem jogar um grande futebol (tônica do SP, mesmo nos melhores momentos no ano e no BR´08).

Quinta-feira, o time encara o Náutico no Morumbi. Empate ou derrota selam antecipadamente o destino do clube no torneio. A vitória coloca o clássico como a grande decisão, ao menos para o Tricolor. A importância desta seqüencia justifica-se pela continuidade do campeonato. Considero a tabela favorável ao Tricolor, se comparada as dos rivais nesta briga. Rivais estes que, após a mesma 30ª rodada, a meu ver, também terão evidenciadas suas reais aspirações. Palmeiras, Gremio, São Paulo, Cruzeiro e Flamengo.

Portanto, a hora da verdade chegou. É melhor procurar esquecer que o time possui tantos defeitos e que, numa suposta conquista, será tranquilamente o time mais fraco a ter levado o torneio nacional. Esquecer em termos, pois é diante desta incontestável deficiência técnica e tática que o São Paulo tem que entender que não é o mesmo time de anos passados. Mas é um time que tem Rogério Ceni, Miranda e Hernanes, tranquilamente entre os melhores de suas posições jogando no Brasil.

A sorte do São Paulo (e precisaremos muito dela, de fato..) está lançada.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Aí sim...

Nessa semana, inicia-se a disputa da Copa Sul-Americana. Pela última vez, o último campeão brasileiro jogará o torneio. A partir da edição de 2009, o campeão brasileiro de 2008 disputará apenas a Libertadores da América. Assim, o São Paulo jogará a Copa, sendo a primeira fase ("doméstica") contra os rabardentes paranaenses do Atlético, que até hoje remoem a derrota na final da Libertadores em 2005. O jogo de ida será amanhã, terça-feira, na Arena da Baixada, em Curitiba.

O São Paulo, que sofreu com a Copa Sul-Americana em 2007, em meio a disputa pelo penta no Brasileiro, decidiu não repetir a dose do ano passado. Imposição da diretoria, a contra-gosto da comissão técnica (leia-se: Muricy), dos 25 jogadores inscritos, apenas Rogério Ceni faz parte dos titulares e "tituláveis" do elenco. O resto do elenco será formado somente por reservas de fato, além de muitos garotos, que não vem tido chance de jogar nos profissionais pelo "professor". Dizem as más línguas que essa imposição da diretoria foi uma forma de pressioná-lo a usar os garotos, e não segurá-los como sempre últimas opções.

Vale lembrar que a garotada, mesclada com alguns reservas, esteve em campo contra o próprio CAP, pela segunda rodada do Brasileiro e segurou a bronca. Um empate na Arena, sendo que o SP até mereceu ganhar, e jogou bem. Fato, alias, que pesa sobre Muricy e sua resist~encia com nos novatos. Depois temos que aguentá-lo dizer que "lançou" X, Y, e Z, sendo que sempre foi por causa de contra-tempos e última opção. Vide Hernanes, que mesmo jogando bem, sequer esteve na Libertadores em 2007 e, quando esteve, sequer entrou em campo. Precisou de intervenção (jamais assumida...) para que a coisa mudasse de figura.

Assim, fica o atrativo de ver um renovado São Paulo pela Sul-Americana, cujo time que entrará em campo quer mostrar ao treineiro que tem condição de jogar no time principal. Achei a medida acertada, especialmente porque ao São Paulo interessa o foco na briga pelo Brasileiro, ainda quenão seja na disputa pelo título, mas da vaga no torneio que realmente anima a torcida tricolor: Libertadores. Ainda mais que o São Paulo, verdadeiramente, mal tem time pra brigar por isso no torneio nacional...

Segue a relação de jogadores inscritos na Copa Sul-Americana pelo São Paulo, já com a numeração especial para o torneio:

1. Rogério Ceni (goleiro)
2. Juninho (zagueiro)
3. Aislan (zagueiro)
4. Alex (zagueiro)
5. Jean (volante)
6. Júnior (lateral-esquerdo)
7. Éric (atacante)
8. Wellington (meia)
9. Roni (atacante)
10. Sérgio Mota (meia)
11. Mazola (atacante)
12. Rafael (lateral-direito)
13. Anderson (zagueiro)
14. Leonardo (zagueiro)
15. Bruno (volante)
16. Alex Cazumba (lateral-esquerdo)
17. Diogo (lateral-esquerdo)
18. Vitor Júnior (meia)
19. Henrique (atacante)
20. Oscar (meia)
21. Éder (lateral-direito)
22. Bosco (goleiro)
23. Léo (meia)
24. Fabiano (goleiro)
25. Bruno Formigoni (volante)

quinta-feira, 24 de julho de 2008

De volta para o futuro...

Contra o Botafogo, havia o anúncio que o verdadeiro futebol são-paulino, versão 2008, estava de volta. Contra o bom time do Inter, fora de casa, não deu outra: futebol pífio, que o torcedor tricolor teve que se acostumar este ano. Facilmente dominado pela boa e forte marcação do time gaúcho, o São Paulo não criou quase nada, e ainda se viu numa bagunça tática absurda, com muitas improvisações. A derrota para os gaúchos foi só questão de tempo a ser decretada.

Bem verdade que o São Paulo chegou a abrir o placar, com um gol mal anulado. Mas até aí, o choro é livre. Melhor sorte tivemos semana passada, quando o Vitória abriu o placar no Barradão, com gol mal anulado. O jogo seria outro, sim, como teria sido naquela oportunidade. A verdade é que o time foi mal, e o treineiro insiste nas suas loucuras e incoerencias. Some-se a isso a total falta de planejamento na elaboração do elenco, que ressente de reforços em muitos setores.

Por fim, destque-se os gols do carrasco Nilmar. Este tem estrela contra o SPFC. Mesmo quando jogava na imundice, quase sempre derrotado, deixava seu golzinho. Num passado recente, ao lado de Deivid, deve ser o jogador que mais anota gols contra nós.

Era um jogo que a derrota não é absurda. Mas o futebol nojento, sem dúvida, desanima qualquer torcedor. Sábado temos a Portuguesa em casa. Mais do mesmo futebolzinho sem vergonha à vista? É o que tudo indica. Espero só que seja suficiente para, ao menos, nos dar uma vaga na Libertadores em 2009.

Bola Cheia
- Rogério. Evitou uma goleada. Fez umas 2 defesas espetaculares. Sem culpa nos gols.

Bola Murcha
- A volta do futebol pífio.
- Muricy Ramalho. Culpado # 1.
- Juninho. Em meio a péssima jornada, esse conseguiu se superar. Jogadorzinho medíocre.
- Jancarlos. Um dos piores laterais que já vi.
- Hugo. O velho e conhecido vagabundo de sempre.
- Mês de agosto, que não chega logo, e com ele André Lima, Anderson e Rodrigo, pelo menos.


FICHA TÉCNICA
INTERNACIONAL-RS 2 X 0 SÃO PAULO


Local: Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 22 de julho de 2008, quarta-feira
Horário: 21h50 (horário de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Assistentes: Gilson Bento Coutinho (PR) e Ivan Carlos Bohn (PR)
Cartões amarelos: Ramon, Guiñazu, Ângelo e Índio (INT); Joilson (SPO)
Gols: INTER: Nilmar, aos 35 minutos do primeiro tempo e aos 17 minutos do segundo tempo

INTERNACIONAL: Clemer; Ricardo Lopes (Ângelo), Índio, Danny Morais e Ramon; Edinho, Guiñazu, Andrezinho e Taison (Walter); Alex e Nilmar
Técnico: Tite

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jancarlos (Jean), Juninho, André Dias e Richarlyson; Joilson, Zé Luis, Hugo (Sérgio Mota) e Jorge Wagner; Éder Luis (Aloísio) e Dagoberto
Técnico: Muricy Ramalho

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Futebol não é justo...

Se há uma coisa que o futebol não tem, definitivamente, é justiça. Exemplo disso foi a vitória do São Paulo ontem contra o Botafogo, no Morumbi. O time não foi bem, de forma geral, sentiu os desfalques e pelo futebol apresentado, saiu imensamente no lucro com os 3 pontos e chegada nos líderes, embora ainda esteja fora do G4.

Sobre o jogo, em breves linhas, o SPFC começou melhor, até carimbou a trave, mas logo passou a ser dominado pelo time carioca. Num raro lance de lucidez, Jorge Wagner achou o nervoso Cazumba que sofreu o primeiro penalti do São Paulo no campeonato. Rogério cobrou com maestria e abriu o placar. Mas o time estava dominado e tentou levar o jogo morno. No primeiro tempo, até conseguiu.

Na segunda etapa, o Botafogo mandou e desmandou. Perdeu inúmeras chances, enquanto o são Paulo estava perdido em campo. Num lance de azar, Rogério foi pego em um desvio em Alex Silva, após chute do ex-tricolor Carlos Alberto. E mais chances foram perdidas. Mas como dizem, tem coisas que só acontecem com o Botafogo. E no único ataque lúcido do São paulo no segundo tempo, já aos 44 minutos, Aloísio fez o pivô, rolou pra JW que colocou na cabeça de Dago, decretando a injusta vitória tricolina.

A verdade é que o São Paulo sentiu as ausências de Joílson e Ricky, que se não são craques (muito pelo contrário...), foram muito importantes na ascensão recente do time, vista nos últimos jogos. A marcação sem eles ontem não funcionou, e o Botafogo deitou e rolou. Poderia ter vencido, especialmente pelo que fez no segundo tempo. Mas os gols perdidos custaram caro.

Futebol tem dessas coisas. As vezes, merecemos ganhar e nos frustramos com empates e derrotas. Outras, não merecemos e levamos os 3 pontos. A verdade é que essa "sorte" faz parte do clube que quer chegar. O São Paulo quer, mas vai ter que melhorar muita coisa pra conseguir. A começar pela bagunça tática promovida pelo treineiro, e pela inexplicável lacuna que o elenco montado apresenta. Fatores preponderantes que se não forem resolvidos logo, outras vitórias como esta não acontecerão. Aí será tarde pra lamentar. Agora é buscar um empate contra o bom time do Inter, fora de casa. E vamos levando...


Por fim, os melhores momentos do jogo, pelo GloboEsporte.com, refletem o que foi a partida de verdade...



Bola Cheia
- Vitória e sorte.
- Coisas que só acontecem com o Botafogo.
- Hernanes. Não pelo jogo (que nem foi tão mal individualmente), mas pela despedida do melhor jogador do time.

Bola Murcha
- Futebol ruim.
- Numa jornada tão ruim, é até complicado citar individualmente as atuações abaixo da crítica. Mas menção honrosa para Eder "Robocop"


FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 x 1 BOTAFOGO


Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 20 de julho de 2008, domingo
Horário: 18h10 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Vuaden (RS)
Assistentes: Carlos Berkenbrock (SC) e Claudemir Maffessoni (SC)
Cartões amarelos: André Dias (São Paulo); Castillo (Botafogo)
Público: 17.598 pagantes
Renda: R$ 333.510,00
GOLS: SÃO PAULO: Rogério Ceni, aos 34 minutos do primeiro tempo. Dagoberto, aos 43 minutos do segundo tempo
BOTAFOGO: Carlos Alberto, aos 33 minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Éder, André Dias, Alex Silva e Cazumba (Juninho); Zé Luis, Hernanes, Hugo e Jorge Wagner; Dagoberto (Jean) e Éder Luis (Aloísio)
Técnico: Muricy Ramalho

BOTAFOGO: Castillo; Thiaguinho, Renato Silva, André Luis e Triguinho; Túlio (Carlos Alberto), Diguinho, Lucio Flavio (Gil) e Zé Carlos (Lucas Silva); Jorge Henrique e Wellington Paulista
Técnico: Ney Franco

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Um passo importante...





Ontem a noite, o São Paulo deu um importante passo no campeonato Brasileiro. Se sua posição na tabela pouco mudou, a inesperada vitória fora de casa frente ao Vitória deu ao Tricolor indícios de que deve, ao que tudo indica, aspirar por algo maior no torneio nacional. Continuo achando que o tri é algo complicado, mas cada vez menos distante.

Quanto ao jogo, o São Paulo entrou muito desfalcado, sem Borges, Aloísio, Miranda e André. Muricy optou por abandonar o 3-5-2 e escalar o time na famosa duas linhas de 4, utilizada pelo Boca Juniors e pela Itália, na Copa 06. Um esquema interessante, mas que requer precisão para não virar um desastre. À frente, Dago e Éder formaram a dupla leve pela primeira vez, a contragosto do técnico, e foram importantes no resultado.

É bem verdade que a pressão do clube baiano no início gerou um gol mal anulado que poderia ter mudado o rumo da partida, obrigando o São Paulo a se abrir mais para buscar o resultado. Mas aos poucos o SPFC se impôs, dominou sobretudo o meio-campo e logo abriu o marcador, com Hugo aparecendo livre na área.

No segundo tempo, o tri-mundial se postou compacto no meio e partiu nos contra-ataques. Em duas jogadas individuais, exatamente como se esperava destes jogadores, primeiro Dagoberto fez o segundo e Éder o terceiro, numa bela arrancada. Um verdadeiro golaço. Bom ver que aos poucos Dagoberto volta a apresentar um futebol descente, mas ainda abaixo do que se espera dele, a grande contratação do clube em 2007. É claro, porém, que uma sequencia de jogos ajudaria, como de fato acontece. Em dupla com Éder, ambos foram bem, mostrando ao técnico que o elenco tem vaiáveis importantes, sem a necessidade do chamado homem-de-área.

Defensivamente, o São Paulo até que foi bem, mesmo com as ausências de Miranda e André, mas Rogério foi responsável por ótimas defesas, tendo sido castigado nos acrescimos com um gol esquisito, depois de uma boa defesa. Mas nada que preocupasse a noite tricolor, para o melhor público no Barradão depois de muito tempo pelo Vitória, de volta à elite nacional.

De toda forma, o São Paulo foi bem, mesmo diante de muitos desfalques e em um esquema interessante, porém exigente de rigor tático. Venceu fora de casa um dos adversários que vinham no topo e, se a posição na tabela ainda não é das melhores, o time dá sinais que tem fôlego para brigar por algo mais digno. E a boa fase deve ser colocada em prova contra o ascendente Botafogo, no Morumbi, com o Tricolor repleto de desfalques novamente.

Aqui é Corinthians???!!!

Pois é assim que o São Paulo tem sido tratado ultimamente. Com o clube querido da Globo na segunda divisão, o São Paulo virou o principal foco de audiência paulista na série A. Praticamente todos os jogos fora de~casa tem passado na emissora e este foi o terceiro jogo em sete dias. Que diferença... rs.

Lembrete!

Colegas cornetas, não se esqueçam de utilizar do nosso banner de identificação no topo da mensagem. Parece bobagem, mas é bacana pra mostrar quem está cornetando...


Bola Cheia
- Dagoberto e Éder Luiz
- Esquema e coletividade
- Rogério Ceni. ótimas defesas.
- Vitória fora de casa

Bola Murcha
- Desfalques em série
- Pouca chance aos garotos da base




FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 1 X 3 SÃO PAULO


Local: Estádio Barradão, em Salvador (BA)
Data: 16 de julho de 2008, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF)
Assistentes: Marrubson Melo Freitas (DF) e Pedro Jorge Santos de Araújo (AL)
Cartões amarelos: Daniel, Thiago Gomes e Anderson Martins (Vitória). Dagoberto, Joílson, Richarlyson e Zé Luis (São Paulo)
GOLS: VITÓRIA: Dinei, aos 45 minutos do segundo tempo
SÃO PAULO: Hugo, aos 12 minutos do primeiro tempo. Dagoberto, aos 28, e Éder Luis, aos 35 minutos do segundo tempo

VITÓRIA: Viáfara; Marco Aurélio, Thiago Gomes, Anderson Martins e Daniel; Vanderson, Marco Antônio (Jackson), Williams (Rodrigão) e Ramon (Ricardinho); Dinei e Marquinhos
Técnico: Vágner Mancini

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Alex Silva, Juninho e Zé Luis; Joílson (Jancarlos), Richarlyson, Hernanes, Hugo e Jorge Wagner; Dagoberto (Júnior) e Éder Luis (Pablo)
Técnico: Muricy Ramalho