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terça-feira, 7 de outubro de 2008

A hora da verdade!

Cansei de repetir aqui neste blog que o São Paulo de 2008 é um time chato, burocrático, repleto de jogadores abaixo da crítica e principalmente mal treinado, mal planejado e mal administrado na temporada. Tanto que acompanhar os jogos do SPFC no Brasileiro tem sido tarefa árdua, até mesmo para torcedores mais assíduos e apaixonados - categoria na qual modestamente me incluo.

E a despeito de tudo isso, o São Paulo entra em campo pela 29ª rodada (restando, portanto, 10 jogos para o final do Campeonato Brasileiro) com chances de título, o terceiro consecutivo. Sim, porque se há uma única coisa que esse time tem, mesmo repleto de defeitos, é experiência de decidir, e o campeonato apresenta um nível tão baixo que isso pode fazer diferença. Os quatro pontos de diferença para os líderes podem ser facilmente diluídos nestes 30 que ainda faltam ser disputados. Bem verdade que, por outro lado, essa diferença pode aumentar.

Por isso tudo, após a vitória sobre o Cruzeiro no Morumbi, a hora de decisão no Brasileiro chegou para o São Paulo. Seriam 3 jogos que definiriam, sem dúvida, o destino da equipe no torneio: Ipatinga (fora), Náutico (em casa) e Palmeiras (fora). A vitória frente aos dois primeiros permitiria ao clube chegar no confronto direto no clássico pra consignar suas aspirações: briga efetivamente pelo título ou corre atrás da 6ª Libertadores seguida. A primeira etapa foi superada com a vitória contra os mineiros, mesmo sem jogar um grande futebol (tônica do SP, mesmo nos melhores momentos no ano e no BR´08).

Quinta-feira, o time encara o Náutico no Morumbi. Empate ou derrota selam antecipadamente o destino do clube no torneio. A vitória coloca o clássico como a grande decisão, ao menos para o Tricolor. A importância desta seqüencia justifica-se pela continuidade do campeonato. Considero a tabela favorável ao Tricolor, se comparada as dos rivais nesta briga. Rivais estes que, após a mesma 30ª rodada, a meu ver, também terão evidenciadas suas reais aspirações. Palmeiras, Gremio, São Paulo, Cruzeiro e Flamengo.

Portanto, a hora da verdade chegou. É melhor procurar esquecer que o time possui tantos defeitos e que, numa suposta conquista, será tranquilamente o time mais fraco a ter levado o torneio nacional. Esquecer em termos, pois é diante desta incontestável deficiência técnica e tática que o São Paulo tem que entender que não é o mesmo time de anos passados. Mas é um time que tem Rogério Ceni, Miranda e Hernanes, tranquilamente entre os melhores de suas posições jogando no Brasil.

A sorte do São Paulo (e precisaremos muito dela, de fato..) está lançada.

sábado, 9 de agosto de 2008

4,75 e estamos aprovados!

Fim de primeiro turno e podemos fazer uma avaliação. Hoje, com a vitória suada por 2 a 1 contra o Goiás, o Tricolor garantiu lugar no G4(+) depois de metade do campeonato ultrapassado. Mas isso, além de não significar nada, pode ser absolutamente ilusório para os são-paulinos mais deslumbrados -- dentre os quais jamais me incluí.

A tônica do Sâo Paulo no Brasileiro (mais além, durante todo o ano de 2008...) é a de um time medíocre e desequilibrado, que parece constantemente improvisado e remendado, logo, desentrosado. Um time capaz de alternar ótimos momentos, como contra Vasco, Galo, Palmeiras, Vitória, com momentos bizarros, como contra Fluminense. Hoje, contra o time esmeraldino, mostramos nossa face atual: pouca criatividade, joagndo pelo mínimo e aprovados com a média mínima -- e por arredondamento.

Sobre o jogo: fizemos um gol rápido com Zé Luis, talvez na única jogada acertada de Jorge Wagner nas últimas 3 partidas. Nao demorou até que o juiz marcasse um penalti inexistente em Iarley e o Goiás empatou. Algumas boas jogadas perdidas e outros sustos. Aos 45, Rodrigo acertou um canudo de muito longe e desempatou. Na segunda etapa, um jogo sem muitas chances, mas o SP chegou a fazer o terceiro numa jogada pra lá de esquisita que o juiz, de forma bizarra (veja, falo da forma! o lance em si, é discutível...) anulou. Jogou água no chopp e o jogo seguiu até um abafa goiano no final, segurado pelo SP. O juiz mostrou critérios estranhos, as vezes rigoroso demais com o time da casa, talvez com vontade de mostrar nao ser "caseiro". Muitos amarelos rigorosos para o SP e outros ignorados para o Goias. Fora as faltas invertidas.

De qualquer forma, as poucas chances criadas (quase sempre perdidas...) se deram muito mais pelos talentos individuais, como Dagoberto, e por ruindade advserária. O São Paulo, mesmo, jogou pelo mínimo. Destaques apenas para André e Rodrigo, que formaram uma dupla segura, e Dagoberto, que continua em grande fase, fazedo boas jogadas e que, por "azar", teve o segundo gol (mal) anulado no Brasileiro. Por outro lado, todos no meio campo jogando uma bolinha mínima e Hugo Riquelme Negro, sempre ele, sendo o jogador mais pífio e medíocre em campo. Saiu vaiado pelo conjunto da obra, e não gostou. Azar dele, mas azar maior nosso, que aguentamos essa bosta que estava chutado feito cachorro sanrnento e foi promovido a titular absoluto.

Com o final do primeiro turno, estamos no G4, sim, mas jogando uma bolinha nota 4,75. Sorte a nossa que, por enquanto, o nível do campeonato é tão baixo que nos permite ganhar muitos jogos mesmo assim e ficar entre os primeiros. Não sei se levaremos esta situação até o final, mas não me supreendo se conseguirmos. Temos alguns talentos individuais que podem fazer a diferença, mas um time pra lá de mediano, e bastante mal treinado. Sem grandes aspirações, vamos para o segundo turno. Iniciando, diga-se de passagem, contra o líder absoluto Grêmio, jogando em Porto Alegre.


Alô, contador!

Como fica a conta de hoje, Ramón, que o juiz nos roubou e mesmo assim levamos os 3 pontos? Já que você anda craque na contabilidade dos pontos roubados, diz aí... fóóóóm!!


Bola Cheia
- André Dias e Rodrigo. Hoje foram bem e o primeiro está numa fase incrível!
- Dagoberto. Mais um gaol mal anulado que coroaria sua ótima fase. Jogou bem e fez ótimas jogadas. Vai se achando no São Paulo, como os tricolores esperam!
- Três pontos, apesar de tudo.
- G4, apesar de tudo.

Bola Murcha
- Hugo. Lixo. Campeão do BM.
- Time medíocre que joga pelo mínimo.
- Gols perdidos. (Zé Luis e Hugo, vão chutar côco!)
- Muricy. Se o time é nota 4,75, boa parte da culpa é dele.
- Juiz. Deu uma força incrível pro Goiás hoje, mas foi pouco... vagabundo!

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 X 1 GOIÁS


Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 9 de agosto de 2008, sábado
Horário: 18h20 (de Brasília)
Árbitro: Francisco de Assis Almeida Filho (CE)
Assistentes: Erich Bandeira (Fifa-PE) e Manuel Márcio Bezerra Torres (CE)
Cartões amarelos: Jean, Joilson e Dagoberto ( São Paulo); Ramalho, Paulo Baier, Henrique e Rafael Marques (Goiás)
GOLS: SÃO PAULO: Zé Luis, aos 2, e Rodrigo, aos 46 minutos do primeiro tempo
GOIÁS: Iarley, aos 16 minutos do primeiro tempo

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Joilson, André Dias, Rodrigo e Richarlyson; Zé Luis, Jean, Hugo (Cazumba) e Jorge Wagner; Dagoberto (Éder Luis) e André Lima (Aloísio)
Técnico: Muricy Ramalho

GOIÁS: Harlei; João Paulo (Thiago Feltri), Henrique e Rafael Marques; Fábio Bahia, Ramalho, Fernando (Fahel), Paulo Baier e Júlio César (Rinaldo); Romerito e Iarley
Técnico: Hélio dos Anjos

domingo, 27 de julho de 2008

Tragédia anunciada...

Mas desta vez com final feliz. Essa foi a história do jogo entre São Paulo e Portuguesa no Morumbi. Mesmo com um futebol fraco, exatamente como esperado, o Tricolor venceu por 3 a 1, de virada, e encostou novamente no bloco dos líderes, com uma rodada de resultados extremamente favoráveis.

Muricy resolveu mexer no time depois do pífio futebol apresentado contra o Internacional. Escalou o time num 4-4-2 moderno. Sacou Juninho e promoveu a entrada de Aislan (ex-companheiro de Breno nas bases) e Jean, volante da safra de Hernanes que retornou ao Morumbi. Barrou ainda Eder Luiz e bancou o retorno do sangue bom Aloísio, que fez dupla com Dagoberto no ataque.

Mas, como milagres não acontecem todos os dias, o futebolzinho foi o mesmo de sempre. Um primeiro tempo de dar sono, com poucas chances de gol, embora dominasse o jogo o time Tricolor. A tragédia, realmente, foi anunciada.

E ficou tragicômica no início do segundo tempo, quando a Lusa abriu o placar numa falha de marcação tricolor. Embora nao estivesse mal no jogo, Jean saiu para entrada de Éder Luiz, numa dessas treslouquices de Muricy. Haviam outras tantas opções melhores para alterar o panorama do jogo. Mas os tais deuses dos estádos quiseram olharam por nós: o SP partiu pra cima, e foi criando chances até que empatou, com Hugo, e virou com Dagoberto. A Lusa ainda teve chances, mas não era dia. Já no final, Éder Luiz fechou o placar e garantiu os 3 pontos.

Destaque positivo para bons minutos de futebol de Hugo e Dagoberto, na segunda etapa. Mas sensível, porque não foi para tanto. O camisa 25 vem recuperando a confiança e fazendo gols e, sobretudo, atuando muito bem nos ultimos jogos, a despeito das críticas (merecidas) e desconfianças (injustificadas). Mas, de forma geral, continuamos num "bumba-meu-boi" danado, muito incoerente e totalmente inconsistente.

Mesmo apresentando um futebolzinho qualquer nota, o São Paulo ganhou e, pior, com dedo torto de Muricy. Pelo menos vamos levando, na base da sorte e da ruindade adversária. O futebol apresentado, porém, nem de longe agrada. O sinal dos tempos é que, quano Hugo resolve, significa que há algo muito errado acontecendo. Ainda bem que disputamos o Brasileiro.

Vida de gado...

Depois cobram presença de torcida no estádio. Determinação da PM proibiu venda de ingresso após as 14h. O resultado da tramóia ja era imaginado, só os gênios não sabiam. Isso sem contar as pessoas que ficaram 2 horas na fila para conseguir o bilhete para a partida. Pouquíssimos guichês. Meia entrada = lenda. E falamos de um jogo de pouco mais de 12 mil pessoas. Caos. Infelizmente, torcedor no Morumbi é tratado feito gado e tem uns que acham lindo. Verdadeiros bobos alegres...

Por outro lado...

Torcida é realmente tudo igual, só muda a cor que veste. Defendo esta tese faz tempo. Não existe nada que diferencia os tais fiéis dos fanáticos, dos jovens e qualquer porcaria que seja. A torcida do Galo, uma das mais fanáticas do Brasil, reconhecidamente, colocou apenas 6 mil no Mineirão hoje. Depois dizem que tem umas que só vão na boa...

Bola Cheia
- Dagoberto. Tem jogado bem e feito gols. Hoje foi assim, mais uma vez.
- Hugo. Pelo segundo tempo, e gol, apesar dos vacilos de sempre.
- Eder Luiz. Entrou bem no jogo.
- Sorte. Precisamos muito dela com essa bolinha.
- Arbitro. Ja tinha ouvido falar do tal Vuaden. Deixa o jogo seguir e nao marca qualquer encostadinha. Muito bom, o jogo segue bem. Gostei. Espero que continue bem nos proximos jogos.


Bola Murcha
- Jorge Wagner. Apesar de algumas assistencias, faz tempo que joga com nome.
- Joílson. Esta voltando a ser aquele Joílson.
- Aislan. Fraco. Simples.
- Futebolzinho chato e ruim. As vezes ganha, mas é medíocre.


FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 3 X 1 PORTUGUESA


Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 27 de julho de 2008, domingo
Horário: 18h20 (horário de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Vicente Romado Neto (SP) e Rafael Ferreira da Silva (SP)
Cartões amarelos: Aislan (SPO); Edno (POR)
Gols: SÃO PAULO: Hugo, aos 17, Dagoberto, aos 25, e Éder Luis, aos 39 minutos do segundo tempo. PORTUGUESA: Edno, aos três minutos do segundo tempo.

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Joilson, André Dias, Aislan e Richarlyson; Zé Luis, Hugo, Jean (Éder Luis) e Jorge Wagner; Aloísio (Éder) e Dagoberto (Cazumba)
Técnico: Muricy Ramalho

PORTUGUESA: Sérgio; Patrício, Bruno Rodrigo, Ediglê e Erick; Dias, Carlos Alberto, Preto (Vaguinho) e Edno; Rogério e Jonas
Técnico: Valdir Espinosa

quinta-feira, 24 de julho de 2008

De volta para o futuro...

Contra o Botafogo, havia o anúncio que o verdadeiro futebol são-paulino, versão 2008, estava de volta. Contra o bom time do Inter, fora de casa, não deu outra: futebol pífio, que o torcedor tricolor teve que se acostumar este ano. Facilmente dominado pela boa e forte marcação do time gaúcho, o São Paulo não criou quase nada, e ainda se viu numa bagunça tática absurda, com muitas improvisações. A derrota para os gaúchos foi só questão de tempo a ser decretada.

Bem verdade que o São Paulo chegou a abrir o placar, com um gol mal anulado. Mas até aí, o choro é livre. Melhor sorte tivemos semana passada, quando o Vitória abriu o placar no Barradão, com gol mal anulado. O jogo seria outro, sim, como teria sido naquela oportunidade. A verdade é que o time foi mal, e o treineiro insiste nas suas loucuras e incoerencias. Some-se a isso a total falta de planejamento na elaboração do elenco, que ressente de reforços em muitos setores.

Por fim, destque-se os gols do carrasco Nilmar. Este tem estrela contra o SPFC. Mesmo quando jogava na imundice, quase sempre derrotado, deixava seu golzinho. Num passado recente, ao lado de Deivid, deve ser o jogador que mais anota gols contra nós.

Era um jogo que a derrota não é absurda. Mas o futebol nojento, sem dúvida, desanima qualquer torcedor. Sábado temos a Portuguesa em casa. Mais do mesmo futebolzinho sem vergonha à vista? É o que tudo indica. Espero só que seja suficiente para, ao menos, nos dar uma vaga na Libertadores em 2009.

Bola Cheia
- Rogério. Evitou uma goleada. Fez umas 2 defesas espetaculares. Sem culpa nos gols.

Bola Murcha
- A volta do futebol pífio.
- Muricy Ramalho. Culpado # 1.
- Juninho. Em meio a péssima jornada, esse conseguiu se superar. Jogadorzinho medíocre.
- Jancarlos. Um dos piores laterais que já vi.
- Hugo. O velho e conhecido vagabundo de sempre.
- Mês de agosto, que não chega logo, e com ele André Lima, Anderson e Rodrigo, pelo menos.


FICHA TÉCNICA
INTERNACIONAL-RS 2 X 0 SÃO PAULO


Local: Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 22 de julho de 2008, quarta-feira
Horário: 21h50 (horário de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Assistentes: Gilson Bento Coutinho (PR) e Ivan Carlos Bohn (PR)
Cartões amarelos: Ramon, Guiñazu, Ângelo e Índio (INT); Joilson (SPO)
Gols: INTER: Nilmar, aos 35 minutos do primeiro tempo e aos 17 minutos do segundo tempo

INTERNACIONAL: Clemer; Ricardo Lopes (Ângelo), Índio, Danny Morais e Ramon; Edinho, Guiñazu, Andrezinho e Taison (Walter); Alex e Nilmar
Técnico: Tite

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jancarlos (Jean), Juninho, André Dias e Richarlyson; Joilson, Zé Luis, Hugo (Sérgio Mota) e Jorge Wagner; Éder Luis (Aloísio) e Dagoberto
Técnico: Muricy Ramalho

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Futebol não é justo...

Se há uma coisa que o futebol não tem, definitivamente, é justiça. Exemplo disso foi a vitória do São Paulo ontem contra o Botafogo, no Morumbi. O time não foi bem, de forma geral, sentiu os desfalques e pelo futebol apresentado, saiu imensamente no lucro com os 3 pontos e chegada nos líderes, embora ainda esteja fora do G4.

Sobre o jogo, em breves linhas, o SPFC começou melhor, até carimbou a trave, mas logo passou a ser dominado pelo time carioca. Num raro lance de lucidez, Jorge Wagner achou o nervoso Cazumba que sofreu o primeiro penalti do São Paulo no campeonato. Rogério cobrou com maestria e abriu o placar. Mas o time estava dominado e tentou levar o jogo morno. No primeiro tempo, até conseguiu.

Na segunda etapa, o Botafogo mandou e desmandou. Perdeu inúmeras chances, enquanto o são Paulo estava perdido em campo. Num lance de azar, Rogério foi pego em um desvio em Alex Silva, após chute do ex-tricolor Carlos Alberto. E mais chances foram perdidas. Mas como dizem, tem coisas que só acontecem com o Botafogo. E no único ataque lúcido do São paulo no segundo tempo, já aos 44 minutos, Aloísio fez o pivô, rolou pra JW que colocou na cabeça de Dago, decretando a injusta vitória tricolina.

A verdade é que o São Paulo sentiu as ausências de Joílson e Ricky, que se não são craques (muito pelo contrário...), foram muito importantes na ascensão recente do time, vista nos últimos jogos. A marcação sem eles ontem não funcionou, e o Botafogo deitou e rolou. Poderia ter vencido, especialmente pelo que fez no segundo tempo. Mas os gols perdidos custaram caro.

Futebol tem dessas coisas. As vezes, merecemos ganhar e nos frustramos com empates e derrotas. Outras, não merecemos e levamos os 3 pontos. A verdade é que essa "sorte" faz parte do clube que quer chegar. O São Paulo quer, mas vai ter que melhorar muita coisa pra conseguir. A começar pela bagunça tática promovida pelo treineiro, e pela inexplicável lacuna que o elenco montado apresenta. Fatores preponderantes que se não forem resolvidos logo, outras vitórias como esta não acontecerão. Aí será tarde pra lamentar. Agora é buscar um empate contra o bom time do Inter, fora de casa. E vamos levando...


Por fim, os melhores momentos do jogo, pelo GloboEsporte.com, refletem o que foi a partida de verdade...



Bola Cheia
- Vitória e sorte.
- Coisas que só acontecem com o Botafogo.
- Hernanes. Não pelo jogo (que nem foi tão mal individualmente), mas pela despedida do melhor jogador do time.

Bola Murcha
- Futebol ruim.
- Numa jornada tão ruim, é até complicado citar individualmente as atuações abaixo da crítica. Mas menção honrosa para Eder "Robocop"


FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 x 1 BOTAFOGO


Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 20 de julho de 2008, domingo
Horário: 18h10 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Vuaden (RS)
Assistentes: Carlos Berkenbrock (SC) e Claudemir Maffessoni (SC)
Cartões amarelos: André Dias (São Paulo); Castillo (Botafogo)
Público: 17.598 pagantes
Renda: R$ 333.510,00
GOLS: SÃO PAULO: Rogério Ceni, aos 34 minutos do primeiro tempo. Dagoberto, aos 43 minutos do segundo tempo
BOTAFOGO: Carlos Alberto, aos 33 minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Éder, André Dias, Alex Silva e Cazumba (Juninho); Zé Luis, Hernanes, Hugo e Jorge Wagner; Dagoberto (Jean) e Éder Luis (Aloísio)
Técnico: Muricy Ramalho

BOTAFOGO: Castillo; Thiaguinho, Renato Silva, André Luis e Triguinho; Túlio (Carlos Alberto), Diguinho, Lucio Flavio (Gil) e Zé Carlos (Lucas Silva); Jorge Henrique e Wellington Paulista
Técnico: Ney Franco

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Um passo importante...





Ontem a noite, o São Paulo deu um importante passo no campeonato Brasileiro. Se sua posição na tabela pouco mudou, a inesperada vitória fora de casa frente ao Vitória deu ao Tricolor indícios de que deve, ao que tudo indica, aspirar por algo maior no torneio nacional. Continuo achando que o tri é algo complicado, mas cada vez menos distante.

Quanto ao jogo, o São Paulo entrou muito desfalcado, sem Borges, Aloísio, Miranda e André. Muricy optou por abandonar o 3-5-2 e escalar o time na famosa duas linhas de 4, utilizada pelo Boca Juniors e pela Itália, na Copa 06. Um esquema interessante, mas que requer precisão para não virar um desastre. À frente, Dago e Éder formaram a dupla leve pela primeira vez, a contragosto do técnico, e foram importantes no resultado.

É bem verdade que a pressão do clube baiano no início gerou um gol mal anulado que poderia ter mudado o rumo da partida, obrigando o São Paulo a se abrir mais para buscar o resultado. Mas aos poucos o SPFC se impôs, dominou sobretudo o meio-campo e logo abriu o marcador, com Hugo aparecendo livre na área.

No segundo tempo, o tri-mundial se postou compacto no meio e partiu nos contra-ataques. Em duas jogadas individuais, exatamente como se esperava destes jogadores, primeiro Dagoberto fez o segundo e Éder o terceiro, numa bela arrancada. Um verdadeiro golaço. Bom ver que aos poucos Dagoberto volta a apresentar um futebol descente, mas ainda abaixo do que se espera dele, a grande contratação do clube em 2007. É claro, porém, que uma sequencia de jogos ajudaria, como de fato acontece. Em dupla com Éder, ambos foram bem, mostrando ao técnico que o elenco tem vaiáveis importantes, sem a necessidade do chamado homem-de-área.

Defensivamente, o São Paulo até que foi bem, mesmo com as ausências de Miranda e André, mas Rogério foi responsável por ótimas defesas, tendo sido castigado nos acrescimos com um gol esquisito, depois de uma boa defesa. Mas nada que preocupasse a noite tricolor, para o melhor público no Barradão depois de muito tempo pelo Vitória, de volta à elite nacional.

De toda forma, o São Paulo foi bem, mesmo diante de muitos desfalques e em um esquema interessante, porém exigente de rigor tático. Venceu fora de casa um dos adversários que vinham no topo e, se a posição na tabela ainda não é das melhores, o time dá sinais que tem fôlego para brigar por algo mais digno. E a boa fase deve ser colocada em prova contra o ascendente Botafogo, no Morumbi, com o Tricolor repleto de desfalques novamente.

Aqui é Corinthians???!!!

Pois é assim que o São Paulo tem sido tratado ultimamente. Com o clube querido da Globo na segunda divisão, o São Paulo virou o principal foco de audiência paulista na série A. Praticamente todos os jogos fora de~casa tem passado na emissora e este foi o terceiro jogo em sete dias. Que diferença... rs.

Lembrete!

Colegas cornetas, não se esqueçam de utilizar do nosso banner de identificação no topo da mensagem. Parece bobagem, mas é bacana pra mostrar quem está cornetando...


Bola Cheia
- Dagoberto e Éder Luiz
- Esquema e coletividade
- Rogério Ceni. ótimas defesas.
- Vitória fora de casa

Bola Murcha
- Desfalques em série
- Pouca chance aos garotos da base




FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 1 X 3 SÃO PAULO


Local: Estádio Barradão, em Salvador (BA)
Data: 16 de julho de 2008, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF)
Assistentes: Marrubson Melo Freitas (DF) e Pedro Jorge Santos de Araújo (AL)
Cartões amarelos: Daniel, Thiago Gomes e Anderson Martins (Vitória). Dagoberto, Joílson, Richarlyson e Zé Luis (São Paulo)
GOLS: VITÓRIA: Dinei, aos 45 minutos do segundo tempo
SÃO PAULO: Hugo, aos 12 minutos do primeiro tempo. Dagoberto, aos 28, e Éder Luis, aos 35 minutos do segundo tempo

VITÓRIA: Viáfara; Marco Aurélio, Thiago Gomes, Anderson Martins e Daniel; Vanderson, Marco Antônio (Jackson), Williams (Rodrigão) e Ramon (Ricardinho); Dinei e Marquinhos
Técnico: Vágner Mancini

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Alex Silva, Juninho e Zé Luis; Joílson (Jancarlos), Richarlyson, Hernanes, Hugo e Jorge Wagner; Dagoberto (Júnior) e Éder Luis (Pablo)
Técnico: Muricy Ramalho

domingo, 13 de julho de 2008

Perdemos a chance...

Perdemos a chance de devolver a injusta goleada sofrida contra o Porco na primeira fase do Paulista. Não que isso signifique que o São Paulo tenha feito uma partida excepcional contra o rival verde hoje no Morumbi, mas diante das limitações próprias e do adversário, conseguiu impor seu jogo e foi melhor durante toda a partida. Criou e perdeu pelo menos quatro chances absurdas de gol, além de um penalti não marcado.

Desde o início, o Palmeiras sofreu com o erro de Luxemburgo. Talvez menosprezando o parco futebol do tricolor no campeonato, colocou Leo Lima e Martinez, na ausência de Pierre, para proteger os fraquíssimos Jeci e Gladstone. Prato cheio para o meio campo tricolino, com a volta de Joilson pelo setor, deitar e rolar. Rapidamente, o São Paulo foi criando chances e com menos de 10 minutos já vencia com gol de André Dias, depois de uma bela bola de Hernanes para Jorge Wagner cruzar para o zagueiro abrir o placar.

Por outro lado, o setor de criação do Palmeiras simplesmente sumiu diante dos defensores são-paulinos. André Dias foi muito bem, tal como Zé Luiz e até Ricky, que foi discreto em suas treslouquices. No primeiro tempo, Luxemburgo viu seu time levar um tremendo sufoco, sendo que o São Paulo poderia ter descido com pelo menos 3 gols de vantagem, não fosse as chances mais do que claras perdidas, especialmente por Hugo.

Depois do intervalo, Luxemburgo não mexeu no time. Tentou contornar só com mudanças táticas, mas não bastou. Apesar de a posse de bola ter ficado mais equilibrada, as reais chances de gol sempre foram tricolores. Numa delas, Hugo driblou Marcos e não fez o gol, e na sequencia, Dagoberto sofreu penalti não assinalado. Pouco depois, foi a vez do camisa 25 ter chance na entrada da pequena área e ser travado pelo zagueiro porco.

Dagoberto, alias, foi a surpresa na escalação de Muricy, e foi determinante para bagunçar a marcação porcolina, especialmente na primeira etapa. Teve lampejos do bom jogador da época de CAP, importante taticamente, mas também demonstrou ainda sentir seu lado peladeiro, nas jogadas individuais perdidas. De forma geral foi bem. Borges, em tarde pouco feliz, teve bons momentos, mas acabou substituído na segunda etapa depois de cair e machucar seriamente o cotovelo. Será desfalque importante para Muricy nos próximos jogos, assim como Miranda já é.

Depois da entrada feliz de Eder Luiz e o gol em sua primeira participação, aos 38 do segundo tempo, o Tricolor apenas esperou o jogo acabar. Aloísio, substituto de Borges, teve a chance de puxar dois contra-ataques que seriam fatais quase no apito final, mas equivocadamente preferiu segurar o jogo. Como castigo, já nos acréscimos, o gol do Palmeiras num escanteio, numa saida mal calculada de Rogério Ceni. Mas nada que abale sua boa prtida.

Já o Palmeiras, pagou pelo equívoco do Rei das estratégias que esclaou mal, e fez substituições manjadíssimas e pouco eficientes. E além de tudo, viu Martinez jogar 10 minutos feito um cone, por não poder substitui-lo no final do jogo. Em cima dele que Eder Luiz apareceu para fazer o segundo gol. Some-se a isso a maior magia do Mago chileno que mais uma vez sumiu diante de Alex Silva e Zé Luiz. Apareceu mesmo pra fazer chororô, e levou um baita esfregão do gaúcho Simon.

A conclusão é que o São Paulo jogou muito bem e contou com um adversário mal escalado e desorientado. Poderia ter devolvido a goleada injusta do Paulista, mas ficará para uma próxima. A verdade é que hoje o Tricolor foi muito melhor e venceu, dando sinais que ainda está na briga por algo maior no Brasileiro. Mas que precisa melhorar muito pra triunfar pela terceira vez seguida, coisa que eu, particularmente, acho muito difícil que ocorra em 2008. Sem ilusões, com pés no chão.


Bola Cheia
- André Dias
- Joílson
- Hernanes
- Dagoberto

Bola Murcha
- Contusão de Borges.
- Hugo e seus gols perdidos.
- Luxemburgo
- Palmeiras que não viu a cor da bola

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 X 1 PALMEIRAS

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 13 de julho de 2008, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Renda: R$ 583.397,00
Público: 22.235 pagantes (76 não pagantes)
Assistentes: Émerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP)
Cartões amarelos: Dagoberto (SP), Kléber (Pal), Gladstone (Pal), Alex Mineiro (Pal) e Aloísio (SP)
Gols:
SÃO PAULO: André Dias, aos sete minutos do primeiro tempo; Éder Luís, aos 38 minutos do segundo tempo.
PALMEIRAS: Jeci, aos 48 minutos do segundo tempo.

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Alex Silva, André Dias e Zé Luís; Joílson (Éder), Richarlyson, Hernanes, Hugo e Jorge Wagner; Dagoberto (Éder Luís) e Borges (Aloísio)
Técnico: Muricy Ramalho.

PALMEIRAS: Marcos; Fabinho Capixaba (Evandro), Jeci, Gladstone e Leandro; Martinez, Léo Lima (Lenny), Diego Souza (Denílson) e Valdívia; Kléber e Alex Mineiro
Técnico: Wanderley Luxemburgo.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Não será desta vez...

Prezados amigos corneteiros. No próximo sábado, o São Paulo enfrentará o Sport, campeão da Copa do Brasil, no Morumbi, às 18h20. Certamente, o jogo não será transmitido, a não ser pelo PPV. Assim, tal como na últimas 4 rodadas do campeonato nacional, não consiguirei fazer o review do jogo por aqui, tal como tem acontecido nas últimas semanas, por razões diversas.

Apenas para constar, baixei na Internet os ultimos dois jogos do SPFC contra o Galo e Flamengo. Tinha visto apenas os gols, e lido alguns comentários. Ontem, assisti ao jogo da última rodada, enquanto esperava o jogo da seleção começar. Dá pra dizer que, em muitos momentos, o Tricolor jogou bem, o que dá um ânimo para o torcedor que viu seu time sofrível na maioria das oportunidades em 2008.

No mais, acho que ficarei devendo uma análise do próximo jogo também. Vamos ver... Espero que a correria aqui também dê uma trégua para porder passar mais por aqui e cornetar, como de costume.

Sensacional!!!



Essa camisa do SPFC, lançada no início de 2008 e repetida no lançamento da nova linha retrô, é realmente muito bonita! Pena que não possa ser utilizada em jogos por questões estatutárias do clube. Seria uma bela jogada de mkt, que teve que se virar para lançar o produto como apenas "camisa do torcedor". Ver o SPFC em campo, assim, só na imaginação. É uma pena... Mas logo, vou agregar esta aí para minha singela coleção, também.

A propósito, qualquer hora farei um especial, na base do combo (aqui no CFC e no Camisas de Futebola), sobre minhas camisas tricolinas! Aguardem!

domingo, 25 de maio de 2008

Burro...?

Acho complicado botar a culpa no treinador... nesse exato momento está acabando o jogo e tô bem transtornado. Transtornado porque tinha passado uns 10 minutos e comentarista Caio da Globo comentou da linha da defesa santista e da farra que isso poderia ser caso continuasse. E o Santos levou o 1o. gol dessa forma. E o Fabio Costa pegou umas 3 impossíveis assim, e foi zagueiro em outra vez dando daqueles seus carrinhos. E o Cruzeiro fez o que queria entre Fabão e Marcelo... a dupla de bobões. Levamos 4 gols na farra entre os dois zagueiros, assim como levamos aquele segundo gol do Cabañas no México. Porque não colocar um cara colado nos homens de criação? Cadê os volantes?

O critério é não ter critério...

Lembro que no começo do ano comentávamos isso e de repente o Leão vem com essa novamente! Porque de repente o Marcelo virou titular do Santos? Domingos era titular, era sério e de repente o Marcelo foi inscrito na Libertadores e de repente virou titular! E o Wésley? Ele é menino, tem que entrar em final de jogo, não tem que vir como solução. E o Betão? Tá bem de LD, mas era melhor de zagueiro... não é pra acostumar. E porque o Tripodi não é titular? Porque é argentino? E o processo de "queimação"do Molina? Porque é gringo também?

O time do primeiro tempo foi bem melhor que o do segundo. Molina não estava mal, perdeu um gol, colocou o Lima na cara do gol... e o Leão o tirou para colocar o sofrível Wésley? Na boa... sou mais perder o Leão do que perder o Molina por alguma treta, assim como o Pinto saiu do time. Tá na hora do Leão parar de bancar esses jogadores: Marcelo, Wésley, Tabata... e tá na hora de colocar quem merece pra valer no time: Tripodi e parar o processo de "queima" do Molina. Se não é pra agregar, vá embora, Leão.

Bola cheia
- Fabio Costa: não teve culpa nos 4 gols e salvou outros tantos.

Bola murcha
- Leão: arruma o time!
- Marcelo e Fabão: dois burros.
- Wésley: entrou pra que?
- Tabata: pede pra sair...

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 4 X 0 SANTOS

Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 25 de maio de 2008, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF)
Assistentes: Nilson Alves Carrijo e Renato Miguel Vieira (ambos do DF)
Cartões amarelos: Charles (Cruzeiro); Marcinho Guerreiro, Betão (Santos)
Gols:
CRUZEIRO: Guilherme, aos 18 minutos do primeiro tempo; Guilherme, aos 18, Wagner, aos 25, e Maicosuel, aos 34 minutos do segundo tempo

SANTOS: Fábio Costa; Betão, Marcelo, Fabão e Kleber; Marcinho Guerreiro, Adriano (Rodrigo Tabata), Rodrigo Souto e Molina (Wesley); Kléber Pereira e Lima (Trípodi)
Técnico: Emerson Leão

CRUZEIRO: Fábio; Marquinhos Paraná, Thiago Heleno, Espinoza e Jadílson (Jonathan); Fabrício, Charles, Ramires e Wagner; Guilherme (Bruno) e Jajá (Maicosuel)
Técnico: Adilson Batista

terça-feira, 20 de maio de 2008

Bolão Brasileiro 2008 - ESPN

Colegas cornetas,

Criei na ESPN o nosso Bolão do Campeonato Brasileiro 2008. Aqueles que já são cadastrados no site e quiserem participar, podem deixar o email nos comentários para eu enviar o convite, ou podem procurar diretamente pelo seguinte Bolão:

Corneteiros F.C


Para acessar o site do Bolão ESPN, é só clicar aqui! E continuam valendo os cadastros de 2007, hein! Aguardo manifestações.

Começam a valer os resultados a partir da terceira rodada. Portanto, até sábado dá pra fazer as apostas.

domingo, 18 de maio de 2008

Pintando o artilheiro...

Acordei, peguei o jornal "A Tribuna" e li: "Santos vai com força total contra o Ipatinga". Pronto, se eu tinha alguma dúvida se iria ou não, a dúvida acabou. Meus amigos não foram... tô com Pay Per View em casa, tava chovendo, dia estranho... olhei pra fora, pensei, pensei, peguei a carteira e fui pra Vila a pé, sozinho. Encontrei os camaradas de arquibancada, de anos e ficamos lá batendo papo. Público? Uns 4.000 que foram premiados com o time titular em campo.

Mas cabeça dos jogadores definitivamente não estava no Ipatinga... estava no time de Cabanas, assim como a torcida do Santos, que só falava em como a Vila estará na quinta que vem. O time estava lento, sonolento, devagar. Marcinho era o único que queria algo. Fabio Costa viajando saiu numas errado, levou bola no travessão e o primeiro tempo acabou com a torcida do time mineiro aplaudindo.

No segundo tempo Tabata e Tripodi foram pra dentro no lugar de Molina e Wesley (que além de não jogar nada, jogou mal!). O time ganho velocidade. E numa falta, o bom Kleber abriu, com um gol estranho, ao estilo Jorge Vagner. Tabata garimpou uma falta no meio campo, Kleber bateu, passou por todo mundo e entrou. Depois disso desandou. K9 marcou três, o segundo gol foi numa jogada de raça do argentino Tripodi. Lima deixou de ser fominha e serviu o K9 e depois arrumou um pênalti, para o artilheiro santista guardar.

O time não cansou, fez a lição de casa e deu um ânimo para o jogão de quinta. A torcida presente ainda cantou "Santos o time da virada...". Quinta o bicho vai pegar!

Bola cheia!
- Marcinho Guerreiro: não tem jogo fácil ou decisivo, o cara se entrega em qualquer partida.
- Kléber Pereira: 3 gols, vai pedir a música do Fantástico!
- Lima: não foi fominha, deu um gol e arrumou um pênalti.
- Tripodi: entrou mais uma vez na correria, com vontade.

Bola murcha!
- Péssimo primeiro tempo, sonolento...
- Fabio Costa: viajou em uns dois lances.
- Wesley: jogou mal e foi substituido.

Santos (SP) - FICHA TÉCNICA
SANTOS 4 X 0 IPATINGA

Local: Estádio da Vila Belmiro em Santos-SP
Data: 18 de maio de 2008, domingo
Horário:
18h10 (de Brasília)
Renda: R$ 28.410,00
Público: 2.396 torcedores
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR)
Assistentes: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO)
Cartões amarelos: Renato (Ipa), Neto Baiano (Ipa), William (Ipa), Kleber Pereira (San) e Marcinho Guerreiro (San)
Gols:
SANTOS: Kléber, aos 15, Kléber Pereira, aos 21, 25 e 34 minutos do segundo tempo.

SANTOS: Fábio Costa; Betão, Fabão, Marcelo (Anderson Salles) e Kléber; Marcinho Guerreiro, Rodrigo Souto e Molina (Rodrigo Tabata); Wesley (Tripodi), Kléber Pereira e Lima
Técnico: Emerson Leão

IPATINGA: Fred; Mariano, Renato, Gian e Edimar; Augusto Recife, Marcelo Costa, Jackson e William (Rodriguinho); Ricardinho (Adeilson) e Neto Baiano (Marcelo)
Técnico: Giba.

Bom empate, mas merecia a vitória...




Bosco; Bruno, Aislan e Juninho; Éder, Wellington (depois Rafael), Joílson, Júnior e Alex Cazumba; Éder Luís (depois Sérgio Mota) e Borges. Este foi o time que Muricy colocou em campo contra o já conhecido Atlético do Paraná, em seu meio-estádio. Além do retrospecto desfavorável jogando por lá, pesava a estréia de MUITOS garotos. Tudo pra ser um jogo pra ser esquecido.

E assim começou. Com pressão, o CAP logo fez o primeiro, em jogada de falha de marcação e de saída de Bosco. Que, alias, seria a primeira e única do time tricolor. Aos poucos os jovens Wellington e Bruno tomaram conta do meio-campo e as chances de ataque começaram a aparecer. O São Paulo ja foi para o intervalo muito mais perto de alcançar o empate que do o CAP apliar o placar em seu favor.

E ao iniciar o segundo tempo, realmente passou a ser questão de tempo. Com a entrada de Rafael (e com três laterais direitos em campo, rs...), o São Paulo ganhou muita força ofensiva e chegou a meter duas bolas na trave. Até que numa boa jogada (que até no time titular estava complicada de ser ver, ultimamente...) Éder Luis fez o gol de empate. Gol, alias, que nem de longe livra sua cara, como o pior em campo pelo São Paulo. Júnior, como único jogadore realmente experiente em campo pelo Tricolor, teve o papel de articulador e, apesar do peso da idade e do fisico, não foi mal.

A zaga esteve muito bem, com destaque para Juninho e Aislan. Este, por outro lado, foi injustamente expulso em lance que, se muito, foi falta. O próprio bandeira, marcou apenas lateral no lance. Alias, o juiz e seus assistentes estiverem em jornada terrível. A meu ver, e falando bem francamente e sem cornetagens, prejudicou muito mais ao time visitante que o time do meio-estádio. O lance do penalti marcado e invalidado pode até ser discutível, mas o impedimento assinalado não houve, e por quase 1,5 metros.

Enfim, acabou saindo barato para o time paranaense, pois, pelo contexto do jogo, o São Paulo foi muito mais perigoso, e dominou o jogo a maior parte do tempo. Mereceu a vitória, a despeito de ter jogado com TODOS os jogadores reservas, sendo alguns que faziam o primeiro jogo pelo time profissional.

Portanto, o empate no meio-estádio pode até ser um bom resultado, tendo em vista todas as adversidades (time reserva, retrospecto, hostilidade...). Mas pelo jogo, a vitória seria mais justa. Pena que não veio. Espero que venha na quarta-feira, quando o jogo realmente importa para o São Paulo.


Impressionante...

Como o time do meio-estádio ainda sente arder o rabo pela trolhada que levaram há quase 3 anos. Não é pra menos, em sua insignificancia, dificilmente terão chance como aquela. Muitos gritos de "fugiu do caldeirão", entre outras hostilidades já esperadas pelo São Paulo, toda vez que joga no Meio-estádio. Time pequeno é assim.

E o mais trsite é que se iludem quanto ao fato de o Sao Paulo ser um de seus maiores rivais. Mal sabem que eles não significam absolutamente nada para o clube paulista, se não um time que, quando vem jogar no Morumbi, significam 3 pontos na conta do São Paulo.


Bola Cheia
- Muricy. Pelo contexto, armou bem o time.
- Juninho e Aislan. Foram bem na zaga e o garoto foi expulso injustamente.
- Bruno e Wellington. Sentirama estréia, mas mostraram potencial. Principalmente o primeiro, que já era destaque nas bases.
- Rafael. Apesar de ser ruim de bola, deu mais opções de ataque no segundo tempo.
- Empate fora de casa, com time reserva, em local de retrospecto ruim e hostil.

Bola Murcha
- Éder Luis. Nem o gol salva atuação ridícula. Fora este lance, perdeu TODAS as jogadas. Que volte logo pro Galo, pois não tem lugar no São Paulo.
- CAP. Time pequeno, que pensa ser grande. Não vão esquecer a trolhada de 2005 nunca. Patéticos.
- Empate, quando merecíamos ter saído com a vitória.
- Arbitragem PÉSSIMA.


FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-PR 1 x 1 SÃO PAULO
Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Data: 18 de maio de 2008, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Djalma José Beltrami Teixeira (Fifa-RJ)
Assistentes: Dibert Pedrosa Moisés (Fifa-RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ)

Cartões amarelos: Léo Medeiros, Alan Bahia e Leandro Bambu (Altético-PR); Juninho e Rafael (São Paulo)
Cartão vermelho: Aislan (São Paulo)

Gols: Atlético-PR: Danilo, aos 13 minutos do primeiro tempo
São Paulo: Éder Luis, aos 34 minutos do segundo tempo

ATLÉTICO-PR: Vinícius; Alex Fraga, Danilo e Leandro Bambu; Nei, Alan Bahia, Valencia (Zé Antônio), Netinho e Leo Medeiros (Kaio); Pedro Oldoni (Rogerinho) e Marcelo Ramos
Técnico: Ney Franco

SÃO PAULO: Bosco; Bruno, Juninho e Aislan; Éder, Wellington (Rafael), Joilson, Júnior e Alex Cazumba; Éder Lúis (Sérgio Mota) e Borges
Técnico: Muricy Ramalho.